A implementação do Mercado Único em 1992, com a consequente abertura das fronteiras, veio colocar a fruticultura perante uma concorrência muito forte de produtos de outros parceiros comunitários. Muitas vezes estes produtos de outros países eram comercializados como se fossem oriundos da região, num processo denominado “baptismo”. Isso levou a que um conjunto de entidades, a Direcção Regional de Agricultura do Ribatejo e Oeste, a Associação de Agricultores da Região de Alcobaça, a Cooperativa Agrícola de Alcobaça, o MercoAlcobaça e a Frubaça, se juntassem com o intuito de desenvolver acções que permitissem por um lado salvaguardar a imagem das maçãs desta região e permitissem também melhorar a sua competitividade comercial. Na campanha de 93/94 foi a Associação de Agricultores de Alcobaça, em conjunto com o Mercoalcobaça, a Cooperativa Agrícola de Alcobaça e a Frubaça, que realizaram a primeira grande campanha de promoção de maçãs portuguesas em diversas grandes superfícies.
Esse início foi determinante para o estabelecimento de relações comerciais entre as Organizações de Produtores da região e algumas cadeias comerciais, demonstrando a estas cadeias que existia capacidade e qualidade na produção portuguesa.

Foi no âmbito dessa parceria que foi pedido o reconhecimento da Maçã de Alcobaça como IGP – Indicação Geográfica Protegida, o que veio a ser concedido através do Despacho 62/94.
No seguimento deste trabalho inicial, a APMA - Associação de Produtores de Maçã de Alcobaça, foi constituída a 26 de Janeiro de 2001, com o intuito de ser a Gestora da Indicação Geográfica Maçã de Alcobaça.